18
jan
11

De lá pra cá só mudamos a caça…

Sim meus caros, o homem não evoluiu muito desde sua existência. De fato as proporções mudaram, o tempo ficou mais rápido e a natureza parece nos servir, mas o cerne de nossas ações continua o mesmo.

Continuamos caçadores e coletores, mas ao ínves de caçar um guinú, caçamos uma doleta por dia.
caça do dia

Ainda formamos tribos, não para garantir uma caça bem sucedida, mas pelo interesse de nos fortalecermos como índivíduos, afinal, ninguém sobrevive nesse mundo sem “amigos”.

Acho interessante ver a época na qual cada relação social se assemelha mais…
A subserviência e dominação entre os políticos me lembra muito a vassalagem dos tempos feudais.
Já as incursões dos States com o oriente médio (e de certa forma o resto do mundo) me lembram os romanos ( no final o império sempre cai) 

Quando um policial usa de seu poder para oprimir e roubar um cidadão, eu me lembro de um gorila bem irracional daqueles tempos imemoriáveis do nosso surgimento como Homo sapiens, que de sapiência está desprovido até hoje…

Talvez o ser humano não seja deseje um bem universal (não pratica o bem nem mesmo entre sua própria espécie) , talvez seja na verdade um dos mais egoístas dos animais.

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03
set
10

Felipe Neto Sobre políticos

01
set
10

Steppenwolf

São vídeos antigos e beeeem amadores que eu fiz quando do show deles no Brasília Music Festival em 2007, encontrei-os em uma limpeza de disco do pc e achei legal compartilhar com vocês

20
ago
10

carta para renato aragão

Gente, texto um pouco longo ,mas vale muito a pena ler.

l

Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.
Dou nota DEZ para essa mulher. Parabéns!

Quinta, 24 de junho de 2010.

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)…
Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.
Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).
Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.
Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula.
A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.
Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.
Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.
O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.
Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?
Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é ‘o cara’. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos.
Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece…
No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da “minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.
Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho.
Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não.
Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.
Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.
Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…

Eliane Sinhasique – Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA…. isto deveria chegar em Brasilia

06
ago
10

Canal do Lobo

http://www.youtube.com/user/Lobodoblues

Agora o a toca do lobo também no youtube!

04
ago
10

Exposição dreams on wheels em Brasília

Olá todo mundo, depois de um longo hiato estou de volta e para falar da exposição itinerante “Dreams on wheels” – uma mostra de sustentabílidade onde a bike é a atriz principal.

http://dreamsonwheels.dk/

Fica o convite para todos que puderem ir
Depois postarei vídeos

04
ago
10

Não somos dinamarqueses

Em 1962, Copenhague, a capital dinamarquesa, foi tomada por uma polêmica.
Estava nos jornais:

“Nós não somos italianos”, dizia uma manchete.

“Usar espaços públicos é contrário à mentalidade escandinava”, explicava
outra.

O motivo da polêmica:

Um jovem arquiteto chamado Jan Gehl, que tinha conseguido um emprego na
prefeitura meses antes, estava colocando suas manguinhas de fora. Gehl, que
tinha 26 anos e era recém casado com uma psicóloga, vivia ouvindo dela a
seguinte pergunta: “por que vocês arquitetos não se preocupam com as
pessoas?”. Gehl resolveu preocupar-se. E teve uma ideia.

Havia em Copenhague uma rua central, no meio da cidade, cheia de casas
imponentes e de comércios importantes. Era uma rua que tinha sido o centro
da vida na cidade desde que Copenhague surgiu, no século 11 – a rua viva,
onde as pessoas se encontravam, onde conversavam, onde os negócios
começavam, os casais se conheciam, as crianças brincavam, a vida pública
acontecia. Nos anos 1950, os carros chegaram e aos poucos essa rua foi
virando um lugar barulhento, fumacento e perigoso. As pessoas já não iam
mais lá. Trechos inteiros tinham sido convertidos em lúgrubes
estacionamentos.

Pois bem. Aquele jovem arquiteto tinha um plano: fechar a rua para carros.

Copenhague não aceitou facilmente a novidade. Os comerciantes se revoltaram,
alegaram que os clientes não conseguiriam chegar. São dessa época as
manchetes de jornal citadas no começo do texto. O que os jornais diziam
fazia algum sentido: Copenhague não é no Mediterrâneo. Lá faz frio de
congelar – o mês de dezembro inteiro oferece um total de 42 horas de luz
solar. Ninguém quer andar de bicicleta, ninguém quer caminhar. Deixe meu
carro em paz.

Mas o jovem arquiteto ganhou a disputa. Nascia o Strøget, o calçadão de
pedestres no meio da cidade que hoje é a maior atração turística de
Copenhague. As pessoas adoraram a rua para pedestres desde que ela foi
fundada. Na verdade, o comércio da região acabou lucrando muitíssimo mais,
porque a área ganhou vida e gente passou a caminhar por lá a todo momento. É
até lotado demais hoje em dia.

O arquiteto Gehl caiu nas graças da cidade e continuou colaborando com a
prefeitura. Suas ideias foram se aprimorando. Ele descobriu que o ideal não
é segregar pedestres de ciclistas de motoristas: é melhor misturá-los.
Alguns de seus projetos mais interessantes são ruas mistas, nas quais os
motoristas sentem-se vigiados e dirigem com um cuidado monstro. Outra
sacada: que essa história de construir ruas para diminuir o trânsito é
balela. Quanto mais rua se constrói, mais trânsito aparece. Quanto mais
ciclovia, mais gente abandona o carro.

Em grande medida graças às ideias de Gehl, Copenhague é a grande cidade
europeia com menos congestionamentos. 36% dos deslocamentos são feitos de
bicicleta, mesmo com o clima horrível de lá, e a população tem baixos
índices de obesidade e doença cardíaca.

“Copenhaguizar” virou um verbo: significa tornar uma cidade mais agradável à
maneira de Copenhague. Jan Gehl abriu um escritório de arquitetura cuja
filosofia é “primeiro vem a vida, depois vêm os espaços, depois vêm os
prédios”. Ele passou a ser contratado por várias cidades australianas
interessadas em “copenhaguização”. Seus projetos revolucionaram Sidney,
Perth e Melbourne, tornando seus centros mais divertidos, cheios de cafés,
arte e vida, reduzindo carros, atraindo gente para fora de casa. De uns
tempos para cá, Gehl, que hoje tem 74 anos, passou a ser procurado pela “big
league” das cidades: Londres e Nova York o contrataram como consultor para
transformar seus espaços urbanos. Ambas têm feito muito desde então.

Enquanto isso, aqui na minha cidade, se alguém fala em melhorar o espaço
público, logo ouve:

“Nós não somos dinamarqueses. Usar espaços públicos é contrário à
mentalidade brasileira.”

50 anos atrasado.

Outra frase que se ouve muito aqui:

“Brasileiro adora carro.”

Adora nada, meu filho, presta atenção. Isso é propaganda de posto de
gasolina!

#
*Por Denis Russo Burgierman*




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